Sunday, March 30, 2008
Thursday, March 27, 2008
Quando for grande quero ser como o Jerry Seinfeld!
http://queroserojerryseinfeld.blogspot.com
Low Rider
Wednesday, March 26, 2008
Ben Harper reveals presidential choice
Note: The audiobook edition of Dreams from My Father earned Obama the Grammy Award for Best Spoken Word Album in 2006.
Low Rider
Tuesday, March 25, 2008
Anástrofe e incerteza em Tony Carreira
"Quem é, hoje, o mais conhecido e apreciado poeta português? A Academia divide-se, o que demonstra, uma vez mais, que a Academia não percebe nada do assunto. Inúmeros portugueses sabem de cor os seus versos - e, no entanto, a Universidade despreza-o, a crítica ignora-o, as selectas barram-lhe a entrada. Valha-nos o povo, especialmente aquela parcela do povo que é constituída por pessoas maiores de 50 anos que o venera. O mais famoso poeta da actualidade é, sem dúvida nenhuma, Tony Carreira. Fazia falta um estudo sério sobre a sua obra. Um pouco vergado sobre o fardo de ser sempre pioneiro a fazer o que faz falta, aqui o apresento.
O primeiro aspecto que o leitor de Tony Carreira deverá ter em conta é o seu universo vocabular. Carreira definiu um vocabulário restrito, não porque queira, como Eugénio de Andrade, estabelecer um conjunto de vocábulos essenciais e, a partir desse núcleo, obter uma expressividade reforçada pelos contextos inesperados em que eles surgem, mas, ao que tudo indica, porque conhece poucas palavras. E a maior parte das que conhece não tem muitas sílabas. Tony Carreira não perde tempo a procurar o adjectivo certo. Na dúvida, é tudo "lindo". É o caso da vida, no poema Não chores mais (« Não chores mais/ não nunca mais/ que a vida é tão linda»), da mãe, em Mãe querida («Hoje velhinha estás, querida mãezinha/ Mas para mim serás sempre tu a mais linda»), de uma casa, em Coração perdido («Hoje vives numa linda casa»), ou de várias coisas, no poema Ai que saudades ( nele, o herói parte de «uma casinha branca tão linda», recorda «esse cantinho doce e tão lindo» e anseia pelo regresso à «ilha linda (...) que o viu nascer», que é, evidentemente, a «a linda Madeira»).
Mas quem é, no fundo, Tony Carreira? No essencial, talvez um vagabundo.
O poeta apresenta-se como «Um eterno vagabundo» (em Quem era eu sem ti), declara: «Sou vagabundo, não vou parar» ( em A minha guitarra ), descreve-se como «Um romântico, meio vagabundo» (em Será que sou feliz), adianta que «Ninguém conseguia mesmo parar /O meu lado vagabundo» (em Um homem muda), define-se como um «Vagabundo feliz» ( em A vida que eu escolhi )e, no belíssimo Eterno Vagabundo, confessa:«Já pensei ter mulher / Ter um lar a condizer / Mas não deu / Porque o meu coração / É vagabundo / Até mais não.» Talvez o melhor retrato do poeta seja, de facto, o deste «vagabundo até mais não», uma vez que, como vimos, há muita indigência na poesia de Carreira ( e aqui estou a ser tão denotativo quanto conotativo ).
Enquanto poeta, Tony Carreira está preocupado com dois problemas principais: a quantidade de frases que, não terminando numa palavra acabada em «ar», não podem rimar com outras frases que terminem numa palavra acabada em «ar» ( e por isso recorre com frequência a belas anástrofes, como em Morena Bonita: «Um dia destes eu com ela vou falar / Vou fazer tudo p'ra seu amor conquistar»); e as idiossincrasias do amor, e as perplexidades que elas causam. Neste capítulo, são exemplares os poemas Qualquer dia posso-me cansar («E quando as coisas correm mal porque é que tu me ofendes / Se ao fim da noite queres fazer as pazes na cama?») e Cai nos meus braços, Maria ( Tu que estás aí dançando / Faz aquilo que eu desejo / Vem para mim bamboleando / Escorrega nos meus lábios»), sendo que este último parece alertar para o carácter traiçoeiro dos beijos, que ora fazem tropeçar ora saem de lábios escorregadios.
A registar por quem, desejando entregar-se aos prazeres do amor, não queira, ainda assim, partir uma perna.
Fica o incentivo para uma leitura atenta da poesia de Tony Carreira - que, por ser inclassificável, não me sinto capaz de adjectivar. A não ser, talvez, com a expressão:«muito linda»."
Ricardo Araújo Pereira
Visão
Monday, March 24, 2008
Donkey

Low Rider
P.S.: O senhor de verde é um sócio que se senta atrás de mim desde que o AlvaladeXXI foi inaugurado. Como ele costuma dizer: "Isto é incrível!!!!!"
Wednesday, March 19, 2008
Maratona

Low Rider
Juno


Low Rider
Saturday, March 15, 2008
Thursday, March 13, 2008
Fala
Fala a sério e fala no gozo
Fá-la pela calada e fala claro
Fala deveras saboroso
Fala barato e fala caro
Fala ao ouvido fala ao coração
Falinhas mansas ou palavrão
Fala à miúda mas fá-la bem
Fala ao teu pai mas ouve a tua mãe
Fala francês fala béu béu
Fala fininho e fala grosso
Desentulha a garganta levanta o pescoço
Fala como se falar fosse andar
Fala com elegância muito e devagar.
Alexandre O'Neill
Wednesday, March 12, 2008
Vale bem mais o meu carro...
$4875.00The Cadaver Calculator - Find out how much your body is worth.
Retirado de http://camaralenta.blogs.sapo.pt/
Low Rider
Tuesday, March 11, 2008
A vingança serve-se fria
Sarah Silverman sings "I'm F*cking Matt Damon"
Jimmy Kimmel Is Fucking Ben Affleck!
Low Rider
Últimos
Monday, March 10, 2008
Theremin

The Gift @ Dolorock 07'
Theremin
Este é para quem jogou Zelda!
Gnarls Barkley Crazy Theremin
Low Rider
The Gift

Low Rider
Monday, March 3, 2008
Quebra-Cabeças
Eu não gosto de escrever sobre as arbitragens dos jogos do Sporting aqui no blog. Mas não resisto a esta constatação do óbvio. Aqui fica.
"Luís Filipe Vieira (LFV) - Eu não quero entrar mais em esquemas nem falar muito... (...)
Valentim Loureiro (VL) - Eu penso que ou o Lucílio... o António Costa, esse Costa não lhe dá... não lhe dá nenhuma garantia?
LFV - A mim?! F.., o António Costa? F... Isso é tudo Porto!
VL - Exacto, pronto! (...) E o Lucílio?
LFV - Não, não me dá garantia nenhuma o Lucílio!
VL - E o Duarte?
LFV - Nada, zero! Ninguém me dá!... Ouça lá, eu, neste momento, é tudo para nos roubar! Ó pá, mas é evidente! Mas isso é demasiado evidente, carago! Ó major, eu não quero nem me tenho chateado com isto, porque eu estou a fazer isto por outro lado. (...)
VL - Talvez o Lucílio, pá!
LFV - Não, não quero Lucílio nenhum! (...)
VL - E o Proença?
LFV - O Proença também não quero! Ouça, é tudo para nos f...!
VL - E o João Ferreira?
LFV - O João... Pode vir o João. Agora o que eu queria... (...) Disseram que era o Paulo Paraty o árbitro... O Paulo Paraty! Agora, dizem-me a mim, que não tenho preferência de ninguém (...) à última hora, vêm-me dizer que já não pode ser o Paulo Paraty, por causa do Belenenses."
Low Rider